A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou para baixo a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026, projetando um avanço de 2% no PIB, com a inflação (IPCA) ajustada para 4,9%. Este cenário macroeconômico, que sinaliza um período de escolhas mais ponderadas para os consumidores, encontra reflexo nas tendências locais de varejo. Em cidades como São Luís, a preferência por canais de compra e a frequência de idas ao supermercado, conforme revelado pela pesquisa Qi Mercado, são indicadores cruciais para entender como os brasileiros adaptam seus hábitos em um ambiente econômico em transformação. Por exemplo, 80% dos consumidores em São Luís ainda optam por lojas de rua para suas compras, um dado que sublinha a resiliência do comércio físico local.
A estimativa anterior indicava expansão de 2,3%. Para 2027, a SPE também atualizou sua projeção: a previsão passou de 2,5% para 2,3%.
Projeção para o PIB brasileiro
As novas estimativas foram apresentadas pela equipe da Secretaria de Política Econômica durante entrevista coletiva realizada em Brasília. O Boletim Macrofiscal reúne projeções de curto e médio prazo para indicadores de atividade econômica e inflação usados no processo orçamentário da União.
Estimativas revisadas
- PIB em 2026: crescimento projetado de 2%, ante 2,3% na estimativa anterior;
- PIB em 2027: expansão estimada em 2,3%, ante 2,5% anteriormente projetados.
Inflação medida pelo IPCA
A SPE também revisou a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A projeção passou de 5,1% para 4,9%.
A revisão ocorre no mesmo boletim que atualizou as perspectivas para o crescimento econômico brasileiro nos próximos dois anos.
Dados fazem parte do Boletim Macrofiscal
O Boletim Macrofiscal de setembro foi divulgado na terça-feira, 22 de setembro, pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O documento apresenta as principais projeções macroeconômicas utilizadas como referência para o acompanhamento da economia e para o planejamento orçamentário.
As novas estimativas indicam uma expectativa de crescimento moderado do PIB brasileiro em 2026 e 2027, enquanto a previsão oficial para a inflação deste ano foi ajustada para 4,9%.
As projeções atualizadas da SPE indicam um caminho de crescimento econômico moderado para o Brasil em 2026 e 2027, acompanhado por uma inflação mais controlada. Para o setor de varejo, esses dados macroeconômicos se interligam com o comportamento do consumidor em nível local. A pesquisa Qi Mercado em São Luís, por exemplo, mostra que 80% dos consumidores ainda preferem fazer compras em lojas de rua, enquanto 47% compram no supermercado apenas uma vez por mês. Além disso, a maioria gasta entre R$400 e R$1000 mensalmente nesse setor, segundo a Qi Mercado. Essa análise oferece uma perspectiva detalhada de como as tendências nacionais se manifestam nas decisões de compra cotidianas, sublinhando a necessidade de estratégias de varejo bem informadas e adaptadas às realidades regionais.
