Digitalização da informação: o Brasil conectado às notícias
A pesquisa do DataSenado foi realizada entre 21 de fevereiro e 1º de março de 2025, por telefone, com 5.039 entrevistados selecionados por amostragem aleatória estratificada, representando 170,9 milhões de pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional.
Os resultados mostram que o Brasil vive um processo consolidado de digitalização informacional. Segundo o levantamento, 54% dos brasileiros têm nos meios digitais sua principal fonte de notícias, enquanto a TV aparece em segundo lugar, com 37% das menções.
Meios tradicionais como rádio, jornais e revistas impressos somam, juntos, apenas 8% das respostas, evidenciando a perda de centralidade dessas mídias na rotina informacional dos brasileiros.
Instagram lidera entre os meios digitais
Entre os meios digitais citados na pesquisa, uma plataforma se destaca com clareza: o Instagram. Entre os brasileiros que têm a internet como principal fonte de informação, 32% apontam o aplicativo como sua principal plataforma para acompanhar notícias e atualidades.
Em cidades como São Luís, a pesquisa Qi Mercado de 2026 mostra que 64,78% dos entrevistados já usam o Instagram, e em Maceió, esse percentual sobe para 71% em 2025. O WhatsApp também se destaca fortemente nessas capitais, com 85% de uso em São Luís e 92% em Maceió, indicando a predominância de aplicativos de mensagem e redes sociais na comunicação diária local.
Em seguida, aparecem os portais de notícias, mencionados por 17% dos entrevistados, o YouTube, com 11%, e o Facebook, com 8% das menções.
Esses dados indicam que, além das redes sociais, os portais jornalísticos digitais continuam desempenhando papel relevante na mediação da informação, dividindo espaço com plataformas de conteúdo em vídeo e redes de relacionamento.
Mudanças no comportamento informacional
A pesquisa do DataSenado também destaca diferenças importantes entre grupos sociais e demográficos na forma de consumir notícias.
Quem mais usa meios digitais para se informar
Os meios digitais são utilizados significativamente mais como principal fonte de informação por:
- Jovens brasileiros;
- Pessoas com maior escolaridade;
- Indivíduos com renda mais elevada;
- Moradores de áreas urbanas.
Nesses segmentos, o uso de redes sociais, plataformas de vídeo e portais de notícia se torna dominante, sinalizando uma transição acelerada para o consumo de conteúdo informacional em ambientes digitais.
Televisão ainda é central para alguns grupos
Apesar do avanço dos meios digitais, a televisão permanece como fonte de informação central para determinados grupos. Segundo a pesquisa, a TV é mais utilizada por:
- Idosos;
- Pessoas com menor escolaridade;
- Moradores da zona rural.
Em São Luís (pesquisa Qi Mercado 2026), a TV Aberta alcança 70% da amostra, com 52% assistindo no dia anterior. Já em Maceió (pesquisa Qi Mercado 2025), a TV Aberta atinge 71% dos entrevistados, com 51% assistindo ‘ontem’. Essa forte presença local, apesar da digitalização, demonstra a relevância contínua da televisão em diferentes contextos regionais.
Perfis de uso das plataformas digitais
Ao detalhar o consumo de meios digitais, o DataSenado mostra que o uso das plataformas varia conforme gênero e faixa etária.
Instagram, YouTube e diferenças de público
No ambiente digital, o Instagram é mais utilizado para acompanhar notícias e atualidades por jovens e mulheres, consolidando-se como um espaço de forte presença desse público.
Já o YouTube se destaca entre homens e pessoas mais velhas, funcionando também como importante canal de acesso a conteúdos informativos em vídeo.
Essas diferenças ajudam a compreender como as estratégias de comunicação e informação podem ser adaptadas a diferentes públicos, considerando tanto o tipo de plataforma quanto o perfil demográfico predominante em cada uma delas.
Impactos para comunicação e políticas públicas
Ao revelar que a maioria dos brasileiros já se informa prioritariamente por meios digitais, a pesquisa do DataSenado oferece subsídios relevantes para o debate sobre políticas públicas de comunicação e para o planejamento do mercado de mídia nacional.
A consolidação dos meios digitais como principal fonte de informação traz desafios e oportunidades:
- Reforçar estratégias de comunicação institucional em plataformas digitais;
- Adequar conteúdos e formatos a diferentes redes e perfis de usuários;
- Monitorar o impacto das redes sociais na formação de opinião e no acesso a informações de qualidade.
Os dados também ajudam a compreender como a transformação digital reorganiza o ecossistema informacional brasileiro, redefinindo o papel de mídias tradicionais e ampliando o espaço das plataformas online.
Conclusão: um país cada vez mais digital na busca por informação
Os resultados da pesquisa do DataSenado mostram que o Brasil vive uma fase avançada de digitalização da informação, em que a maioria da população já recorre principalmente à internet para se manter informada sobre notícias e atualidades. Esta tendência é solidificada pelas análises da Qi Mercado, que mostram a profundidade da penetração digital em mercados locais como São Luís e Maceió, onde o acesso diário à internet atinge 86% e 71%, respectivamente, e a TV Aberta, embora ainda relevante, tem um alcance menor (70,09% em São Luís e 71% em Maceió).
Com meios digitais à frente da TV e plataformas como Instagram, portais de notícias e YouTube ganhando centralidade, o cenário aponta para um futuro em que políticas de comunicação, campanhas informativas e conteúdos jornalísticos precisarão considerar, cada vez mais, o ambiente digital como espaço prioritário de diálogo com a sociedade, com a capacidade de um recorte local preciso, como os oferecidos pela Qi Mercado, sendo crucial para estratégias de sucesso.
