Black Friday 2026: o que R$ 13,3 bilhões em vendas revelam sobre o consumidor de São Luís e Maceió?
A Black Friday 2026 promete movimentar o comércio eletrônico brasileiro. Com uma projeção de R$ 13,3 bilhões em faturamento, o evento reforça a importância do varejo digital. Mas, por trás dos números, existe uma questão fundamental para empresas e marcas: como o consumidor realmente decide onde e como comprar?
Segundo levantamento da Confi, por meio da Neotrust, em parceria com o E-Commerce Brasil, divulgado pela CNN Brasil, o faturamento do e-commerce durante os quatro dias da Black Friday deverá crescer 20,7% em relação a 2025. A expectativa é de 69,4 milhões de produtos vendidos entre 26 e 29 de novembro.
Entretanto, o crescimento nacional não significa que todos os mercados apresentam o mesmo comportamento.
Segundo dados da Qi Mercado, especialista em hábitos de consumo de mídia e intenção de compra, os consumidores de São Luís e Maceió apresentam características que ajudam a compreender as oportunidades e os desafios para o varejo regional.
Mais do que preparar descontos, as empresas precisam entender os canais de relacionamento, os hábitos digitais e as preferências dos consumidores.
Black Friday 2026: mais vendas, mas consumidores com novos hábitos
O avanço do comércio eletrônico brasileiro vem acompanhado de uma mudança importante: o aumento no número de pedidos e a redução do valor médio gasto em cada compra.
De janeiro a setembro de 2026, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 322,6 bilhões, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025.
No mesmo intervalo, o número de pedidos aumentou 34,9%, alcançando 1,20 bilhão, enquanto o tíquete médio caiu 13,4%, chegando a R$ 268,20.
Essa combinação mostra um mercado em expansão no qual compras de menor valor médio ganham espaço.
Para os varejistas, a análise desses indicadores reforça a necessidade de trabalhar ofertas relevantes, conveniência, condições de pagamento e uma experiência de compra eficiente.
Quais categorias devem se destacar na Black Friday?
As projeções nacionais apontam três segmentos com perspectivas expressivas de faturamento durante o evento:
- Eletrodomésticos: R$ 2,12 bilhões, com crescimento projetado de 44,5%.
- Moda e acessórios: R$ 1,38 bilhão, com alta prevista de 44,2%.
- Beleza e perfumaria: R$ 910 milhões, com crescimento estimado de 69,8%.
Esses dados indicam oportunidades para empresas que consigam combinar condições comerciais competitivas, comunicação eficiente e entendimento do público.
Entretanto, a dinâmica de cada cidade precisa ser considerada no planejamento das campanhas.
Em Maceió, as lojas de rua continuam relevantes para o consumidor
Embora o comércio eletrônico esteja crescendo no Brasil, a presença dos estabelecimentos físicos permanece importante no comportamento de compra da população.
Uma pesquisa da Qi Mercado em Maceió mostra que 71% dos entrevistados indicam preferência por lojas de rua quando questionados sobre os locais onde preferem fazer compras.
Na mesma pesquisa, 29,9% mencionam a internet e 20,9% os shopping centers. Como as respostas não representam necessariamente escolhas exclusivas, esses percentuais não devem ser somados.
Os resultados mostram que o comércio tradicional permanece relevante mesmo em um ambiente de crescente digitalização.
Para lojistas de Maceió, isso significa que uma estratégia de Black Friday não precisa ficar restrita ao e-commerce.
O varejo físico pode aproveitar sua proximidade com o consumidor e trabalhar ofertas presenciais, atendimento personalizado, facilidade de retirada e comunicação por canais digitais.
Compras online em Maceió: existe espaço para ampliar a participação
A pesquisa da Qi Mercado também investigou a frequência de compras pela internet entre os consumidores da capital alagoana.
Os resultados mostram que:
- 38,6% afirmam nunca ter comprado pela internet.
- 37,4% dizem ter comprado poucas vezes.
- 23,9% declaram comprar online com frequência.
Os dados revelam diferentes níveis de familiaridade com o comércio eletrônico.
Para empresas que desejam expandir sua presença digital, esse cenário aponta uma oportunidade: desenvolver experiências capazes de transmitir segurança, simplicidade e confiança.
Informações claras sobre entrega, pagamento, troca de produtos e atendimento podem ajudar a reduzir barreiras à compra online.
Na Black Friday, a integração entre canais físicos e digitais pode ser especialmente estratégica para alcançar consumidores com diferentes hábitos de compra.
São Luís: a conectividade digital abre oportunidades para o varejo
Em São Luís, os dados da Qi Mercado permitem observar outra dimensão importante do comportamento do consumidor: o acesso à internet e o uso das plataformas digitais.
Segundo a pesquisa, 95,2% dos entrevistados apresentam alcance de internet, enquanto 86,7% haviam acessado a rede no dia anterior à entrevista.
Esse cenário demonstra a presença significativa do ambiente digital na rotina da população pesquisada.
Entretanto, estar conectado não significa necessariamente comprar pela internet.
O dado de conectividade precisa ser interpretado como um indicador de potencial de alcance e relacionamento, e não como uma medida direta de intenção de compra na Black Friday.
Para o varejo de São Luís, a oportunidade está em utilizar os canais digitais para apresentar produtos, divulgar condições comerciais, fortalecer a lembrança de marca e estimular o contato com as lojas.
WhatsApp e Instagram podem fortalecer campanhas de Black Friday
Na pesquisa da Qi Mercado em São Luís, o WhatsApp aparece com 85,5% de uso, seguido pelo Instagram, com 64,7%.
Esses indicadores mostram a relevância das plataformas na comunicação cotidiana da população.
Para empresas varejistas, os dados oferecem referências para planejar campanhas e canais de atendimento.
O WhatsApp pode ser utilizado para apresentar ofertas, esclarecer dúvidas e manter o relacionamento com consumidores que autorizarem esse contato.
O Instagram, por sua vez, pode apoiar a divulgação de produtos, vídeos demonstrativos, condições promocionais e conteúdos que despertem interesse.
A combinação dessas plataformas com o atendimento presencial oferece possibilidades para o varejo local, especialmente quando a comunicação considera o perfil do público e a jornada de compra.
São Luís e Maceió: o que os dados ensinam sobre o varejo regional?
Ao analisar as duas pesquisas, percebe-se que os mercados oferecem perspectivas complementares sobre o comportamento do consumidor.
Em Maceió, os indicadores de preferência comercial demonstram a relevância das lojas de rua e a existência de consumidores com diferentes níveis de experiência em compras online.
Em São Luís, o elevado alcance da internet e a utilização de aplicativos de comunicação mostram caminhos importantes para estratégias digitais de relacionamento e divulgação.
Como as bases investigam dimensões diferentes, não é possível afirmar, a partir desses dados, qual das duas cidades apresenta maior intenção de compra online.
O principal aprendizado é que uma estratégia de varejo eficiente deve considerar as particularidades de cada mercado, evitando reproduzir campanhas nacionais sem adaptação ao comportamento local.
O que os varejistas podem fazer para aproveitar a Black Friday 2026?
O crescimento projetado para o comércio eletrônico representa uma oportunidade, mas os resultados de cada empresa dependerão de decisões comerciais e de comunicação.
1. Conhecer o consumidor antes de definir a oferta
Preços competitivos são importantes, mas a comunicação também precisa considerar o perfil de consumo, os canais utilizados e as necessidades do público.
Pesquisas de mercado ajudam a compreender essas características e podem orientar decisões sobre produtos, campanhas e investimentos publicitários.
2. Integrar lojas físicas e canais digitais
O consumidor pode descobrir uma oferta nas redes sociais, esclarecer dúvidas pelo WhatsApp e concluir a compra presencialmente.
Por isso, o varejo deve buscar uma experiência consistente entre seus diferentes pontos de contato.
3. Trabalhar ofertas com clareza e credibilidade
Informações objetivas sobre preços, descontos, disponibilidade, pagamento e entrega facilitam a avaliação das ofertas.
Uma comunicação transparente também contribui para construir relações duradouras com os clientes.
4. Planejar campanhas além de um único dia
A pesquisa nacional divulgada pela CNN Brasil aponta que o calendário promocional está cada vez mais distribuído ao longo de novembro, incluindo iniciativas antecipadas e eventos como o 11.11 e a Cyber Monday.
Esse comportamento exige atenção ao momento de lançamento das ofertas, à margem comercial e à capacidade de atendimento.
5. Utilizar inteligência de mercado para orientar decisões
Entender os hábitos locais pode ajudar empresas a escolher canais de comunicação, segmentar públicos e desenvolver ações mais relevantes.
Dados confiáveis permitem substituir decisões baseadas apenas em suposições por estratégias conectadas ao comportamento real dos consumidores.
O futuro do varejo depende de entender pessoas, não apenas números
A projeção de R$ 13,3 bilhões para a Black Friday 2026 reforça a dimensão econômica do evento e o crescimento do comércio eletrônico brasileiro.
Entretanto, as pesquisas da Qi Mercado mostram que compreender os mercados regionais exige olhar para fatores que vão além do faturamento nacional.
Em Maceió, a força das lojas de rua e os diferentes níveis de experiência com compras online ajudam a orientar decisões do varejo.
Em São Luís, a conectividade e o uso de plataformas digitais oferecem informações relevantes para estratégias de comunicação e relacionamento.
A principal oportunidade para as empresas está em transformar conhecimento sobre o consumidor em decisões mais inteligentes.
A Qi Mercado atua na análise de hábitos de consumo de mídia e intenção de compra, oferecendo informações estratégicas para marcas, varejistas e organizações que desejam compreender melhor seus públicos.
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