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Brasileiros já se informam mais por meios digitais do que pela TV

A transição digital no consumo de notícias é um fenômeno nacional, conforme aponta uma pesquisa do Instituto DataSenado. Este levantamento revela que os meios digitais já superaram a televisão como principal fonte de informação da população brasileira, consolidando um cenário de forte digitalização informacional no país. Essa tendência é reforçada por dados da Qi Mercado, que mostram que em mercados locais estratégicos, como São Luís e Maceió, o acesso à internet tem um alcance superior a 95%, com uma alta frequência diária, evidenciando um público profundamente conectado e buscando informações em plataformas online.

Digitalização da informação: o Brasil conectado às notícias

A pesquisa do DataSenado foi realizada entre 21 de fevereiro e 1º de março de 2025, por telefone, com 5.039 entrevistados selecionados por amostragem aleatória estratificada, representando 170,9 milhões de pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional.

Os resultados mostram que o Brasil vive um processo consolidado de digitalização informacional. Segundo o levantamento, 54% dos brasileiros têm nos meios digitais sua principal fonte de notícias, enquanto a TV aparece em segundo lugar, com 37% das menções.

Meios tradicionais como rádio, jornais e revistas impressos somam, juntos, apenas 8% das respostas, evidenciando a perda de centralidade dessas mídias na rotina informacional dos brasileiros.

Instagram lidera entre os meios digitais

Entre os meios digitais citados na pesquisa, uma plataforma se destaca com clareza: o Instagram. Entre os brasileiros que têm a internet como principal fonte de informação, 32% apontam o aplicativo como sua principal plataforma para acompanhar notícias e atualidades.

Em cidades como São Luís, a pesquisa Qi Mercado de 2026 mostra que 64,78% dos entrevistados já usam o Instagram, e em Maceió, esse percentual sobe para 71% em 2025. O WhatsApp também se destaca fortemente nessas capitais, com 85% de uso em São Luís e 92% em Maceió, indicando a predominância de aplicativos de mensagem e redes sociais na comunicação diária local.

Em seguida, aparecem os portais de notícias, mencionados por 17% dos entrevistados, o YouTube, com 11%, e o Facebook, com 8% das menções.

Esses dados indicam que, além das redes sociais, os portais jornalísticos digitais continuam desempenhando papel relevante na mediação da informação, dividindo espaço com plataformas de conteúdo em vídeo e redes de relacionamento.

Mudanças no comportamento informacional

A pesquisa do DataSenado também destaca diferenças importantes entre grupos sociais e demográficos na forma de consumir notícias.

Quem mais usa meios digitais para se informar

Os meios digitais são utilizados significativamente mais como principal fonte de informação por:

  • Jovens brasileiros;
  • Pessoas com maior escolaridade;
  • Indivíduos com renda mais elevada;
  • Moradores de áreas urbanas.

Nesses segmentos, o uso de redes sociais, plataformas de vídeo e portais de notícia se torna dominante, sinalizando uma transição acelerada para o consumo de conteúdo informacional em ambientes digitais.

Televisão ainda é central para alguns grupos

Apesar do avanço dos meios digitais, a televisão permanece como fonte de informação central para determinados grupos. Segundo a pesquisa, a TV é mais utilizada por:

  • Idosos;
  • Pessoas com menor escolaridade;
  • Moradores da zona rural.

Em São Luís (pesquisa Qi Mercado 2026), a TV Aberta alcança 70% da amostra, com 52% assistindo no dia anterior. Já em Maceió (pesquisa Qi Mercado 2025), a TV Aberta atinge 71% dos entrevistados, com 51% assistindo ‘ontem’. Essa forte presença local, apesar da digitalização, demonstra a relevância contínua da televisão em diferentes contextos regionais.

Perfis de uso das plataformas digitais

Ao detalhar o consumo de meios digitais, o DataSenado mostra que o uso das plataformas varia conforme gênero e faixa etária.

Instagram, YouTube e diferenças de público

No ambiente digital, o Instagram é mais utilizado para acompanhar notícias e atualidades por jovens e mulheres, consolidando-se como um espaço de forte presença desse público.

Já o YouTube se destaca entre homens e pessoas mais velhas, funcionando também como importante canal de acesso a conteúdos informativos em vídeo.

Essas diferenças ajudam a compreender como as estratégias de comunicação e informação podem ser adaptadas a diferentes públicos, considerando tanto o tipo de plataforma quanto o perfil demográfico predominante em cada uma delas.

Impactos para comunicação e políticas públicas

Ao revelar que a maioria dos brasileiros já se informa prioritariamente por meios digitais, a pesquisa do DataSenado oferece subsídios relevantes para o debate sobre políticas públicas de comunicação e para o planejamento do mercado de mídia nacional.

A consolidação dos meios digitais como principal fonte de informação traz desafios e oportunidades:

  • Reforçar estratégias de comunicação institucional em plataformas digitais;
  • Adequar conteúdos e formatos a diferentes redes e perfis de usuários;
  • Monitorar o impacto das redes sociais na formação de opinião e no acesso a informações de qualidade.

Os dados também ajudam a compreender como a transformação digital reorganiza o ecossistema informacional brasileiro, redefinindo o papel de mídias tradicionais e ampliando o espaço das plataformas online.

Conclusão: um país cada vez mais digital na busca por informação

Os resultados da pesquisa do DataSenado mostram que o Brasil vive uma fase avançada de digitalização da informação, em que a maioria da população já recorre principalmente à internet para se manter informada sobre notícias e atualidades. Esta tendência é solidificada pelas análises da Qi Mercado, que mostram a profundidade da penetração digital em mercados locais como São Luís e Maceió, onde o acesso diário à internet atinge 86% e 71%, respectivamente, e a TV Aberta, embora ainda relevante, tem um alcance menor (70,09% em São Luís e 71% em Maceió).

Com meios digitais à frente da TV e plataformas como Instagram, portais de notícias e YouTube ganhando centralidade, o cenário aponta para um futuro em que políticas de comunicação, campanhas informativas e conteúdos jornalísticos precisarão considerar, cada vez mais, o ambiente digital como espaço prioritário de diálogo com a sociedade, com a capacidade de um recorte local preciso, como os oferecidos pela Qi Mercado, sendo crucial para estratégias de sucesso.