O reajuste dos planos de saúde voltou ao centro da discussão sobre o custo de vida no Brasil. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde coletivos registraram reajuste médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026.
Embora o percentual represente a menor variação dos últimos cinco anos, ele ainda supera a inflação oficial do período, o que mantém a saúde suplementar como uma despesa sensível no orçamento das famílias brasileiras.
Segundo dados da Qi Mercado em Maceió, esse cenário ganha ainda mais relevância quando observado a partir do comportamento local: apenas 15,87% dos entrevistados afirmam possuir plano de saúde, enquanto 84,13% não contam com esse tipo de cobertura.
Planos de saúde seguem pesando no orçamento das famílias
A alta média de 9,9% nos planos coletivos mostra que, mesmo em um cenário de desaceleração dos reajustes, o acesso à saúde suplementar continua sendo um desafio para grande parte da população.
O impacto é ainda mais forte quando se observa que os contratos menores, com até 29 beneficiários, tiveram reajuste médio superior ao dos contratos maiores. Isso afeta especialmente pequenos negócios, microempreendedores, profissionais liberais e famílias vinculadas a planos empresariais de menor porte.
Na prática, o consumidor passa a lidar com uma escolha cada vez mais difícil: manter o plano de saúde no orçamento, migrar para uma cobertura mais limitada ou depender integralmente da rede pública de atendimento.
Em Maceió, a maioria depende da rede pública de saúde
Os dados da Qi Mercado ajudam a dimensionar essa realidade no mercado local. Em Maceió, 82,29% dos entrevistados afirmam procurar a rede pública quando precisam de atendimento, enquanto apenas 17,71% recorrem à rede privada.
Esse dado mostra que o debate sobre reajuste de planos de saúde não atinge apenas quem já possui convênio. Ele também revela uma barreira de acesso: para uma parcela expressiva da população, o plano de saúde sequer faz parte das possibilidades reais de consumo.
A UPA aparece como principal porta de entrada
Quando alguém da família precisa de atendimento médico, 60,92% dos entrevistados em Maceió indicam a UPA como principal destino. Em seguida aparecem hospitais, com 23,69%, postos de saúde, com 13,78%, e clínicas, com apenas 2,26%.
Esse comportamento reforça o peso da urgência e da proximidade na jornada de saúde do consumidor. Para a maioria das famílias, o atendimento é buscado quando a necessidade já está instalada, e não necessariamente dentro de uma lógica preventiva ou programada.
O consumidor de saúde é também um consumidor sensível a preço e conveniência
O tema saúde não pode ser analisado apenas pelo ponto de vista hospitalar. A jornada do consumidor também passa por farmácias, medicamentos, deslocamento, tempo de espera e capacidade de pagamento.
Em Maceió, quando precisam de uma farmácia, 46,38% dos entrevistados afirmam escolher a mais próxima, enquanto 36,43% procuram a que tem melhor preço. Outros 17,19% preferem ir à farmácia de costume.
Esse comportamento revela dois fatores decisivos: conveniência e preço. Em um cenário de reajustes na saúde suplementar e orçamento familiar pressionado, a decisão de consumo tende a ser cada vez mais racional, comparativa e orientada pela urgência.
O que esse cenário indica para marcas, clínicas e instituições de saúde?
Para empresas do setor de saúde, clínicas, laboratórios, farmácias, hospitais e operadoras, o dado central é claro: o consumidor está mais atento ao custo, mas não abre mão de acesso, confiança e praticidade.
Isso exige uma comunicação mais objetiva, transparente e próxima da realidade local. Termos como preço, cobertura, agilidade no atendimento, localização, facilidade de pagamento e confiança passam a ter peso estratégico na decisão do consumidor.
Também há espaço para fortalecer ações de educação em saúde. Quando a maior parte da população depende da rede pública e busca atendimento principalmente em estruturas de urgência, cresce a importância de campanhas sobre prevenção, acompanhamento contínuo e orientação ao paciente.
Saúde suplementar e comportamento de consumo: um mercado em transformação
O reajuste dos planos coletivos mostra que a saúde suplementar continua relevante, mas cada vez mais seletiva. Ao mesmo tempo, os dados da Qi Mercado mostram que, em mercados como Maceió, a maioria da população ainda organiza sua jornada de saúde a partir da rede pública.
Essa combinação cria um ambiente desafiador para o setor: de um lado, consumidores impactados por reajustes; de outro, uma ampla parcela da população sem plano de saúde e altamente dependente da estrutura pública.
Para marcas e instituições que atuam nesse mercado, compreender o comportamento local é essencial. Não basta falar de saúde de forma genérica. É preciso entender como as pessoas acessam atendimento, quais barreiras enfrentam, quais critérios usam para escolher serviços e como o preço influencia suas decisões.
Conclusão
O reajuste médio de 9,9% nos planos de saúde coletivos em 2026 reforça uma tendência importante: saúde é uma prioridade, mas também uma das áreas mais sensíveis do orçamento familiar.
Em Maceió, os dados da Qi Mercado mostram que a baixa penetração dos planos de saúde e a forte dependência da rede pública tornam esse debate ainda mais relevante para empresas, gestores e instituições que desejam compreender o comportamento real do consumidor.
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