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Mensalidade escolar pode subir até 11% em 2027 e pressionar o bolso das famílias

Enquanto o cenário nacional aponta para reajustes de 7% a 11% nas mensalidades de escolas particulares em 2027, dados da pesquisa Qi Mercado em São Luís (2026) revelam que a educação privada já é uma realidade para 30,6% dos estudantes na cidade. Esse aumento, que supera a inflação esperada, intensifica a pressão sobre o orçamento das famílias, especialmente em um contexto onde 39,3% dos pais já priorizam o ‘custo/benefício’ na escolha da escola, e quase metade (49%) paga mensalidades entre R$ 300 e R$ 600.

Reajuste acima da inflação

A pesquisa indica que o movimento deve superar a inflação projetada de cerca de 5,03% pelo IPCA, conforme o último Boletim Focus do Banco Central. Na prática, isso significa que o valor pago pelas famílias tende a crescer em ritmo superior ao da alta geral de preços.

O levantamento mostra ainda que 98,9% das instituições privadas pretendem fazer algum tipo de reajuste nas mensalidades. Entre elas, 80% projetam aumentos na faixa de 7% a 11%.

O que explica a alta

O estudo aponta que o reajuste reflete pressões de custo enfrentadas pelas escolas particulares. O cenário sugere um encarecimento da educação privada no país, com impacto direto na conta das famílias e na acessibilidade ao ensino particular.

Regras para o reajuste

Pela legislação, as escolas só podem reajustar as mensalidades uma vez por ano. Além disso, o percentual precisa ser comunicado às famílias com antecedência mínima de 45 dias antes da data final para a matrícula.

As instituições também devem apresentar aos pais e responsáveis uma planilha com os custos, o que ajuda a justificar a recomposição dos valores cobrados.

Impacto para as famílias

Com quase todas as escolas privadas sinalizando aumento, o tema volta a preocupar responsáveis que já lidam com orçamento apertado. O reajuste projetado para 2027 reforça a tendência de maior pressão financeira sobre quem depende da educação particular.