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Copa do Mundo deve aquecer o varejo: o que São Luís e Maceió revelam sobre consumo, mídia e decisão de compra

A Copa do Mundo de 2026 movimenta o varejo brasileiro. Segundo levantamento do SPC Brasil, 60% dos consumidores pretendem gastar com produtos e serviços durante o torneio, o equivalente a cerca de 99,2 milhões de brasileiros. Com tíquete médio estimado em R$ 619, o potencial de movimentação chega a aproximadamente R$ 61 bilhões no país.

Mais do que um evento esportivo, a Copa funciona como um grande gatilho de consumo. Bebidas, petiscos, roupas temáticas, itens para churrasco, delivery, bares, restaurantes, TV por assinatura e plataformas de streaming entram no radar de compra do consumidor.

Segundo dados da Qi Mercado, esse movimento nacional ganha contornos ainda mais estratégicos quando observado a partir dos hábitos locais de São Luís e Maceió. As duas capitais mostram que o varejo precisa combinar preço, conveniência, presença física e comunicação multiplataforma para capturar a atenção do consumidor no período da Copa.

O consumo da Copa começa antes do jogo

O levantamento citado mostra que 44% dos consumidores pretendem fazer compras com pelo menos uma semana de antecedência. Isso reforça uma mudança importante para o varejo: a Copa não deve ser tratada apenas como uma data de impulso no dia da partida, mas como uma jornada de compra antecipada.

Na prática, supermercados, lojas de rua, aplicativos de entrega, bares e restaurantes precisam ativar o consumidor antes dos jogos, criando ofertas, combos, vitrines temáticas e campanhas de mídia com antecedência.

Esse comportamento favorece especialmente categorias ligadas ao consumo em casa, como alimentos, bebidas, petiscos, churrasco, decoração, camisetas, itens para torcida e serviços de conveniência.

Maceió mostra a força do varejo físico e do supermercado

Na base da Qi Mercado em Maceió, o varejo físico aparece como um canal decisivo para as compras do consumidor. Quando perguntados sobre onde preferem fazer compras, 71% dos entrevistados indicam lojas de rua, enquanto 30% citam a internet e 20% mencionam shoppings.

Esse dado dialoga diretamente com o comportamento nacional apontado na matéria: mesmo com o crescimento dos canais digitais, a compra presencial segue forte, especialmente quando envolve abastecimento, conveniência e comparação de preços.

Preço é o principal fator de escolha no supermercado

Outro ponto importante está no comportamento de supermercado em Maceió. Segundo a Qi Mercado, 76% dos consumidores apontam o preço como motivo de preferência por um supermercado. Em seguida aparecem localização, com 60%, qualidade dos produtos, com 39%, e variedade, com 26%.

Para o varejo, isso indica que campanhas relacionadas à Copa precisam ser objetivas e orientadas a valor percebido. O consumidor pode até se envolver emocionalmente com o clima do torneio, mas a decisão final de compra continua fortemente conectada ao preço.

Durante a Copa, ofertas de bebidas, petiscos, carnes, itens para churrasco e combos para assistir aos jogos em casa tendem a ganhar mais força quando comunicam economia de forma clara.

O consumo complementar também deve ser observado

A Qi Mercado também mostra que, além do supermercado, consumidores de Maceió compram com frequência em padarias, açougues, feiras e mercadinhos. Os dados indicam presença relevante desses canais na rotina de abastecimento: 81% citam padarias, 63% açougues, 55% feiras e 51% mercadinhos.

Isso amplia a oportunidade para pequenos e médios negócios. A Copa não movimenta apenas grandes redes. Ela também pode aquecer o comércio de bairro, especialmente em compras de última hora para reunir família e amigos.

São Luís reforça a importância da mídia no momento da decisão

Em São Luís, os dados da Qi Mercado mostram uma forte conexão entre consumo de mídia e oportunidade comercial. A TV aberta mantém alcance relevante, com 70% da amostra, e atinge seu pico de audiência entre 20h e 22h.

Esse horário também é estratégico porque coincide com o consumo de streaming e com o uso simultâneo do celular. A Qi Mercado identifica um cenário de atenção fragmentada: o consumidor assiste à TV, acompanha conteúdos digitais e interage pelo smartphone ao mesmo tempo.

Para marcas e varejistas, isso significa que a campanha da Copa precisa funcionar em múltiplas telas. Um anúncio na TV, uma chamada no Instagram, uma oferta no WhatsApp e uma ação no ponto de venda devem contar a mesma história.

WhatsApp, Instagram e YouTube são canais essenciais

A base da Qi Mercado em São Luís aponta uma conectividade praticamente universal, com 95% de alcance da internet. Entre os aplicativos mais usados estão WhatsApp, com 85,5%, Instagram, com 64%, YouTube, com 52%, Facebook, com 47%, e TikTok, com 31%.

Esse cenário mostra que o varejo local não pode depender apenas de mídia tradicional. Para gerar tráfego, lembrança de marca e conversão, é fundamental transformar campanhas da Copa em conteúdos compartilháveis, ofertas rápidas e chamadas diretas para compra.

O WhatsApp, em especial, pode funcionar como canal de distribuição de promoções, listas de ofertas, combos para jogos e lembretes de compra antes das partidas.

A Copa é coletiva: e isso muda a lógica do consumo

O levantamento do SPC Brasil destaca que 97% dos consumidores pretendem assistir aos jogos acompanhados, principalmente com familiares e amigos. Além disso, 86% devem assistir em casa.

Esse dado é central para entender o impacto da Copa no varejo. O consumo não é apenas individual. Ele é social, familiar e planejado em torno da convivência.

Por isso, o varejo deve pensar menos em produtos isolados e mais em ocasiões de consumo: “jogo em casa”, “churrasco com amigos”, “lanche da família”, “torcida no trabalho”, “combo para delivery” e “kit para assistir à seleção”.

Preço, conveniência e emoção precisam caminhar juntos

Os dados da Qi Mercado e do SPC Brasil apontam para uma combinação clara: o consumidor quer participar do momento, mas segue atento ao orçamento.

Em Maceió, o preço aparece como principal critério de escolha no supermercado. Em São Luís, a amostra indica forte sensibilidade econômica, com maior concentração de renda familiar nas faixas de até dois salários mínimos. Isso reforça a necessidade de campanhas acessíveis, ofertas objetivas e comunicação direta.

A emoção da Copa atrai atenção. Mas é o preço, a conveniência e a clareza da oferta que ajudam a converter intenção em compra.

Oportunidades para marcas e varejistas locais

Para empresas que atuam em São Luís e Maceió, a Copa do Mundo deve ser encarada como uma janela estratégica de ativação comercial. Algumas frentes merecem atenção:

1. Antecipar campanhas e ofertas

Como parte dos consumidores compra antes dos jogos, o varejo precisa sair na frente. Campanhas lançadas apenas no dia da partida podem perder parte importante da demanda.

2. Criar combos por ocasião de consumo

Combos para assistir aos jogos, kits de churrasco, ofertas de bebidas, snacks, delivery e produtos temáticos ajudam o consumidor a resolver a compra de forma mais simples.

3. Integrar mídia e ponto de venda

Em São Luís, TV, redes sociais, WhatsApp, YouTube e mídia externa podem atuar de forma complementar. A campanha precisa gerar lembrança e facilitar a conversão.

4. Valorizar o comércio de bairro

Em Maceió, padarias, açougues, feiras e mercadinhos aparecem como canais frequentes de compra. Esses negócios podem ganhar relevância nas compras de conveniência e reposição durante os jogos.

5. Comunicar preço com clareza

Em um cenário de consumidor sensível ao orçamento, mensagens objetivas sobre economia, promoção, benefício e praticidade tendem a performar melhor.

A Copa será uma disputa por atenção, conveniência e valor

A Copa do Mundo de 2026 deve movimentar o varejo brasileiro em diferentes categorias, mas o resultado para marcas e empresas locais dependerá da capacidade de entender o comportamento real do consumidor.

Em Maceió, os dados da Qi Mercado mostram a força das lojas de rua, dos supermercados e dos canais de compra de bairro. Em São Luís, a leitura aponta para um consumidor altamente conectado, impactado por TV, redes sociais, WhatsApp, streaming e mídia urbana.

Para o varejo, a mensagem é clara: vender mais durante a Copa exige planejamento, presença nos canais certos e ofertas alinhadas ao contexto econômico do consumidor.

A Qi Mercado, especialista em comportamento de consumo, mídia e intenção de compra, acompanha de perto esses movimentos para ajudar empresas, marcas e instituições a tomarem decisões mais inteligentes.

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