O que significa o fim da romantização do consumo?
O artigo da WGSN destaca que, até 2026, consumidores brasileiros estarão mais conscientes e críticos em relação ao consumo. O desejo por compras impulsivas e excessivas dá lugar à busca por propósito, funcionalidade e bem-estar. A ideia de que consumir traz felicidade perde força, abrindo espaço para escolhas mais racionais e alinhadas a valores pessoais.
Principais mudanças no comportamento do consumidor
Segundo a WGSN, fatores como burnout, ansiedade e incertezas econômicas aceleram a rejeição ao consumo desenfreado. O consumidor do futuro prioriza produtos que realmente agregam valor ao seu dia a dia, evitando excessos e focando em qualidade, durabilidade e benefícios reais.
Além disso, há uma valorização do tempo livre, do autocuidado e de experiências que promovem bem-estar, em vez de acúmulo de bens materiais. O consumo passa a ser visto como ferramenta para melhorar a vida, não como fim em si mesmo.
Impactos para marcas e o mercado brasileiro
Marcas que insistirem em apelos puramente emocionais ou em narrativas de consumo aspiracional correm o risco de perder relevância. O consumidor de 2026 espera transparência, honestidade e soluções práticas para suas necessidades. Empresas brasileiras devem investir em inovação, sustentabilidade e comunicação direta, mostrando como seus produtos realmente contribuem para o bem-estar e para uma vida mais equilibrada. A adaptação às novas demandas é fundamental para manter a competitividade.
Novas oportunidades: bem-estar, funcionalidade e propósito
O relatório aponta oportunidades em segmentos que promovem saúde mental, autocuidado, descanso e lazer. Produtos multifuncionais, experiências personalizadas e serviços que facilitam a rotina ganham destaque. O consumidor valoriza marcas que entendem suas necessidades reais e oferecem soluções práticas, sem exageros ou promessas vazias. O foco está em construir relações de confiança e entregar valor tangível.
