As projeções para 2026 indicam que o turismo brasileiro deve atravessar um dos seus momentos mais consistentes dos últimos anos. Mais do que picos sazonais, o setor caminha para se consolidar como uma engrenagem permanente da economia, com impacto direto na geração de renda, no mercado de trabalho e no consumo urbano. Esse movimento tende a beneficiar de forma estrutural capitais turísticas como Maceió, onde o turismo dialoga diretamente com serviços, comércio, alimentação fora do lar e mobilidade, criando um ciclo contínuo de circulação econômica ao longo do ano.
A Qi Mercado, especialista em comportamento de consumo e hábitos de mídia, analisa esse cenário a partir de dados proprietários de Maceió, conectando o avanço do turismo nacional com a dinâmica real do consumidor local.
Turismo como cadeia produtiva contínua
Diferentemente de outros setores mais sensíveis a oscilações, o turismo atua como uma cadeia produtiva extensa, que envolve hospedagem, transporte, alimentação, comércio, entretenimento e serviços. Quando fortalecido, ele sustenta a geração de empregos e a renda de forma recorrente, não apenas em datas específicas.
Em 2026, a expectativa de crescimento do setor reforça esse papel estrutural, criando um ambiente mais estável para o consumo nas cidades com vocação turística.
Perfil populacional de Maceió favorece a recorrência do consumo
Os dados da Qi Mercado mostram que Maceió possui uma base populacional fortemente conectada ao consumo urbano. Cerca de 63% da população está concentrada entre 25 e 59 anos, faixa etária economicamente ativa e diretamente ligada ao consumo de serviços, lazer e alimentação fora do lar.
Esse perfil favorece um modelo de consumo recorrente, no qual a presença constante de turistas potencializa hábitos que já fazem parte da rotina do morador, ampliando o impacto econômico do setor.
Renda e sensibilidade ao preço moldam o consumo local
Os dados de renda ajudam a entender como esse impacto se materializa. Em Maceió, 74% da população possui renda mensal entre 1 e 4 salários mínimos, sendo 42% entre 1 e 2 salários e 32% entre 2 e 4 salários mínimos.
Esse cenário revela um consumidor atento ao preço, mas altamente responsivo a oportunidades de consumo acessível. Quando o turismo fortalece a oferta de serviços e amplia a circulação de pessoas, cria-se um ambiente favorável para bares, restaurantes, comércio de proximidade e serviços urbanos.
Consumo de mídia sustenta o turismo como estratégia permanente
Para que o turismo funcione como motor estrutural da economia, a comunicação é um fator-chave. Os dados da Qi Mercado mostram que, em Maceió, a TV aberta segue como um dos meios de maior alcance, enquanto o rádio mantém relevância estratégica para informação local e entretenimento.
Outro ponto importante é a concentração do consumo de mídia no período noturno, identificada pela Qi Mercado. Esse comportamento acompanha a lógica do setor de serviços, que opera fortemente nesse horário, reforçando a necessidade de estratégias de comunicação contínuas e não apenas pontuais.
Turismo, consumo e cidade: um ciclo integrado
Quando o turismo se fortalece de forma consistente, ele não apenas atrai visitantes, mas reorganiza a dinâmica urbana. A cidade passa a oferecer mais serviços, amplia horários de funcionamento e diversifica sua economia, beneficiando também o morador. A análise da Qi Mercado indica que, em Maceió, esse ciclo integrado entre turismo, consumo e mídia cria um ambiente favorável para o crescimento sustentado de diferentes setores ao longo do ano.
2026 reforça o turismo como estratégia de longo prazo
As expectativas para 2026 apontam o turismo como um dos pilares do crescimento econômico brasileiro. Em Maceió, os dados da Qi Mercado mostram que o perfil populacional, a estrutura de renda e os hábitos de mídia criam as condições ideais para que esse avanço se traduza em consumo recorrente e fortalecimento da economia urbana.
