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Plano de saúde ou atendimento particular? O que realmente influencia a decisão do consumidor brasileiro

A decisão entre plano de saúde e atendimento particular passou a ser estratégica. Mais do que preço, o consumidor avalia acesso, tempo de resposta e capacidade de resolver sua necessidade no momento em que ela surge. Com o avanço da tecnologia e a valorização da experiência do paciente, fatores como agilidade, conveniência e percepção de valor ganham protagonismo na escolha. A Qi Mercado analisa esse comportamento a partir dos mercados de São Luís e Maceió, evidenciando que o consumidor não escolhe um modelo fixo de atendimento, mas a solução mais eficiente para cada situação.

Baixa adesão a planos de saúde e alta dependência da rede pública

Os dados de São Luís revelam um ponto de partida importante para entender esse comportamento: a ampla maioria da população não possui plano de saúde. Apenas 13% dos consumidores afirmam ter plano de saúde, enquanto 86% não contam com esse tipo de cobertura. Esse dado, por si só, já indica que o plano de saúde não é a principal porta de entrada do sistema de saúde para grande parte da população.

Quando alguém da família precisa de atendimento médico, a decisão tende a recair sobre estruturas públicas:

  • UPA: 61%
  • Hospital: 57%
  • Posto de saúde: 54%
  • Clínica: 15%

Esse comportamento mostra que o consumidor recorre primeiro ao que está disponível, acessível e próximo mesmo sabendo das limitações da rede pública.

O fator tempo muda a lógica da decisão

Se por um lado a rede pública é amplamente utilizada, por outro, o tempo de espera surge como um divisor de águas na tomada de decisão. Quando confrontados com a escolha entre aguardar atendimento na rede pública ou buscar uma clínica de baixo custo, os consumidores de São Luís mostram uma mudança clara de postura:

  • Procurar uma clínica de baixo custo: 57%
  • Aguardar atendimento público: 41%
  • Não sabe dizer: 1%

Esse dado revela um insight fundamental: o consumidor não rejeita o sistema público, mas rejeita a espera. Sempre que existe uma alternativa financeiramente viável e mais rápida, a decisão tende a migrar.

Atendimento particular não é luxo, é solução pontual

Ao contrário do senso comum, o atendimento particular não aparece como um serviço premium, mas como uma resposta prática a situações específicas.

O pagamento direto ocorre quando há:

  • Urgência no atendimento
  • Percepção clara de custo-benefício
  • Confiança no profissional ou na clínica
  • Necessidade de resolver o problema rapidamente

Ou seja, o consumidor não “abandona” a rede pública nem “substitui” o plano de saúde. Ele combina alternativas conforme a necessidade.

O contraste com Maceió: menos alternativas percebidas

Ao observar o comportamento do consumidor em Maceió, os dados indicam uma dinâmica diferente. O atendimento tende a ser mais concentrado em estruturas tradicionais, com menor diversificação de pontos de cuidado.

Quando alguém da família precisa de atendimento médico, a escolha recai principalmente sobre:

  • Hospital: 23%
  • Posto de saúde: 13%
  • Clínica: 2%

Esse cenário sugere que, em Maceió, o consumidor percebe menos alternativas intermediárias, como clínicas populares, o que limita a tomada de decisão baseada em tempo e conveniência.

Tecnologia e humanização como novos critérios de escolha

Independentemente da cidade ou do modelo de atendimento, um fator passa a ser central: a experiência do paciente. Avanços como agendamento digital, telemedicina, prontuário eletrônico e comunicação mais eficiente não apenas otimizam processos, mas influenciam diretamente a percepção de valor. A tecnologia, quando bem aplicada, não desumaniza, ela reduz fricções e aumenta a confiança.

o consumidor escolhe acesso, não modelo

Os dados e comportamentos analisados pela Qi Mercado mostram que a decisão entre plano de saúde ou atendimento particular não é binária. O consumidor escolhe acesso, tempo e solução. Planos de saúde continuam relevantes, mas enfrentam o desafio de entregar agilidade e experiência. O atendimento particular cresce como alternativa estratégica, principalmente em formatos mais acessíveis e eficientes. Para empresas, operadoras, clínicas e gestores de saúde, entender esses gatilhos é essencial para se manter competitivo.

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