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NRF 2026 reforça por que o varejo brasileiro virou referência em execução

Execução eficiente, adaptação constante e decisões orientadas por dados. Esses fatores explicam por que o varejo brasileiro ganhou destaque internacional na NRF 2026, maior evento global do setor. Mais do que apresentar tecnologias de ponta, o Brasil chamou a atenção pela capacidade de transformar tendências em resultados práticos no dia a dia das operações.

A análise mostra que o varejo nacional se destaca justamente por saber aplicar inovação de forma pragmática, algo que se torna ainda mais evidente quando observamos a dinâmica de consumo no Brasil, especialmente fora dos grandes centros. Nesse contexto, a leitura de tendências combinada ao uso de dados de mercado é fundamental para alinhar estratégia, operação e comportamento real do consumidor.

A Qi Mercado, especialista em comportamento de consumo e intenção de compra, analisa que o reconhecimento do varejo brasileiro está diretamente ligado à sua capacidade de interpretar dados, compreender o consumidor local e executar bem em ambientes marcados por alta complexidade e diversidade regional.

O que a NRF 2026 revelou sobre o varejo brasileiro

Um dos principais aprendizados da NRF 2026 foi claro: inovação só gera valor quando está a serviço da execução. Tecnologias como inteligência artificial, automação e novos meios de pagamento se mostram relevantes quando contribuem para eficiência operacional, redução de atritos e melhoria da experiência do consumidor.

Entre as tendências que ganharam destaque estão:

  • Uso de tecnologia para otimização de processos;
  • Decisões cada vez mais baseadas em dados de comportamento e consumo;
  • Integração entre canais físicos e digitais;
  • Foco em soluções simples, escaláveis e adaptadas à realidade local.

Maceió exemplifica o consumidor brasileiro debatido na NRF

Os dados da Qi Mercado em Maceió ajudam a traduzir, na prática, os debates apresentados na NRF 2026. A capital alagoana representa um retrato fiel do consumidor brasileiro: híbrido, pragmático e altamente conectado à experiência no ponto de venda físico.

Varejo físico segue como principal canal de compra

Em Maceió, 71% dos consumidores preferem realizar compras em lojas de rua, evidenciando a força do varejo físico de proximidade. O dado reforça uma tendência central discutida na NRF: apesar do avanço do digital, a execução no ponto de venda físico continua sendo decisiva para o sucesso do varejo.

As compras pela internet aparecem com 29%, enquanto os shoppings são citados por 20% dos consumidores, mostrando que os canais se complementam, e não se substituem.

E-commerce cresce, mas ainda enfrenta desafios

Os dados também revelam que o e-commerce ainda está em processo de consolidação. Em Maceió, 38,61% dos consumidores nunca compraram pela internet, enquanto 37% afirmam ter comprado poucas vezes. Apenas 23% dizem comprar online com frequência.

Esse cenário reforça um ponto-chave da NRF 2026: estratégias digitais precisam ser orientadas por dados e ajustadas ao nível real de maturidade do consumidor. A execução bem-sucedida passa menos por soluções complexas e mais por aderência ao comportamento local.

Dados de mercado como base da execução eficiente

Outro destaque do evento foi a importância de transformar tendências em decisões concretas. No varejo brasileiro, dados de mercado cumprem papel estratégico ao permitir:

  • Definição mais precisa de sortimento;
  • Melhor gestão de estoques;
  • Ajustes mais eficientes de preços e promoções;
  • Experiências mais coerentes entre físico e digital.

O varejo brasileiro como referência global em execução

A participação do Brasil na NRF 2026 mostrou que o varejo nacional se tornou benchmark global não por adotar todas as tendências disponíveis, mas por saber quais tendências fazem sentido para o seu consumidor e como executá-las com consistência.

A combinação entre leitura de mercado, análise de dados e adaptação regional transformou desafios estruturais em vantagem competitiva. um modelo cada vez mais observado por outros mercados. A NRF 2026 reforçou que o futuro do varejo passa menos por promessas e mais por execução orientada por dados. No Brasil, essa lógica já faz parte da realidade de muitos mercados.

Os dados da Qi Mercado em Maceió mostram um consumidor híbrido, exigente e conectado à experiência real de compra, evidenciando como tendências globais só geram valor quando interpretadas à luz do comportamento local.

Para empresas que desejam tomar decisões mais estratégicas, entender o consumidor e transformar dados em ação deixou de ser diferencial, passou a ser requisito para competir em um varejo cada vez mais complexo.