ImobiliárioMercado

Mercado imobiliário em expansão: o que os novos lançamentos revelam sobre a intenção de moradia no Brasil

O mercado imobiliário brasileiro começou 2026 com um sinal claro de força. Segundo matéria da CNN Brasil, com base em indicadores da Abrainc/Fipe, os lançamentos de imóveis cresceram 19% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026.

O avanço foi puxado principalmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que registrou alta de quase 21% em unidades lançadas, enquanto o segmento de médio e alto padrão cresceu 11%. O dado confirma um movimento importante: mesmo em um ambiente de crédito mais restritivo, a moradia segue no centro das decisões de consumo das famílias brasileiras.

Segundo dados da Qi Mercado, essa tendência nacional encontra eco nos mercados locais, especialmente quando observamos a relação entre posse de imóvel, preferência por tipo de moradia e intenção de compra nos próximos meses.

O crescimento dos lançamentos mostra confiança na demanda por moradia

A alta de 19% nos lançamentos imobiliários indica que incorporadoras e construtoras seguem apostando na demanda de longo prazo. Em outras palavras, o setor não está apenas reagindo ao presente: ele está se preparando para um consumidor que continua enxergando o imóvel como conquista, segurança e projeto familiar.

Esse movimento é especialmente relevante porque o mercado imobiliário depende de decisões de alto envolvimento. Comprar um imóvel exige planejamento financeiro, confiança na renda futura, análise de localização, avaliação de crédito e percepção de valor.

Por isso, quando os lançamentos crescem, o dado sinaliza mais do que volume de obras. Ele revela expectativa de consumo, confiança setorial e leitura estratégica sobre o comportamento das famílias.

Em Maceió, casa própria ainda é maioria, mas há espaço para nova demanda

Na base da Qi Mercado em Maceió, 71% dos entrevistados afirmam morar em imóvel próprio, enquanto 28% vivem em imóvel alugado. O dado mostra um mercado com forte presença de moradia própria, mas também revela uma parcela relevante da população ainda inserida no aluguel.

Quando analisamos a preferência de moradia, a casa aparece como escolha dominante: 86% dos entrevistados preferem casa, contra 13% que preferem apartamento. Esse dado é decisivo para incorporadoras, imobiliárias e marcas do setor, pois mostra que o desejo de moradia está fortemente associado a espaço, privacidade e sensação de autonomia.

Ao mesmo tempo, a intenção de movimentação imobiliária nos próximos 12 meses também merece atenção. Em Maceió, 24% dos entrevistados dizem pretender comprar um imóvel novo, enquanto 7% pretendem comprar um imóvel usado. Já a intenção de aluguel é menor: 2% indicam interesse em alugar imóvel novo e 0,86% em alugar imóvel usado.

O imóvel novo ganha força na jornada de compra

O dado mais estratégico da pesquisa da Qi Mercado é a diferença entre a intenção de comprar imóvel novo e imóvel usado. Em Maceió, a compra de imóvel novo aparece com força muito superior à compra de usado.

Esse comportamento se conecta diretamente com a tendência nacional apontada pela Abrainc/Fipe. Se os lançamentos crescem no Brasil e, localmente, há uma parcela expressiva da população interessada em imóvel novo, o mercado encontra uma janela favorável para comunicar novos empreendimentos com mais precisão.

Mas essa comunicação precisa ir além do preço. Para um consumidor que prefere casa e valoriza estabilidade, os argumentos mais fortes tendem a estar ligados a localização, segurança, conforto, qualidade construtiva, possibilidade de financiamento e adequação ao projeto de vida da família.

O desafio das marcas imobiliárias: transformar intenção em confiança

A intenção de compra não se converte automaticamente em venda. No mercado imobiliário, o consumidor precisa confiar na marca, entender o produto e enxergar valor no compromisso financeiro de longo prazo.

É nesse ponto que incorporadoras, construtoras e imobiliárias precisam atuar com inteligência de mercado. O crescimento dos lançamentos aumenta a competição pela atenção do comprador. Portanto, quem conhece melhor o comportamento local tem mais condições de construir campanhas eficientes.

O que os dados indicam para o setor imobiliário

Para empresas que atuam no mercado imobiliário, os dados apontam alguns caminhos estratégicos:

  • Produto: há forte preferência por casas em Maceió, o que deve orientar linguagem, diferenciais e posicionamento de empreendimentos horizontais ou com atributos de espaço e privacidade.
  • Comunicação: a compra de imóvel novo deve ser apresentada como projeto de vida, segurança familiar e conquista patrimonial.
  • Segmentação: a diferença entre quem mora de aluguel, quem já tem imóvel próprio e quem pretende comprar exige mensagens específicas para cada público.
  • Conversão: crédito, entrada, financiamento e confiança na incorporadora seguem como pontos essenciais para reduzir barreiras de decisão.

São Luís e Maceió mostram a importância de olhar para mercados locais

Embora a notícia nacional mostre um setor aquecido, o comportamento do consumidor não é igual em todas as praças. Cada cidade tem sua própria lógica de moradia, renda, preferência por tipo de imóvel e expectativa de compra.

A Qi Mercado analisa que, para transformar lançamentos em vendas, o setor imobiliário precisa cruzar indicadores nacionais com dados locais. É essa combinação que permite entender se o consumidor busca casa ou apartamento, imóvel novo ou usado, compra ou aluguel, preço ou localização, segurança ou valorização.

No caso de Maceió, a preferência por casa e a intenção relevante de compra de imóvel novo mostram um mercado com potencial para empreendimentos que comuniquem espaço, conforto e segurança. Já em São Luís, a ausência de um recorte imobiliário equivalente na base consultada reforça um ponto importante: decisões estratégicas exigem dados específicos por praça, e não apenas projeções nacionais.

O mercado cresce, mas vencerá quem entender melhor o consumidor

A alta de 19% nos lançamentos imobiliários no Brasil confirma que o setor segue resiliente e confiante na demanda por moradia. Mas o crescimento da oferta também aumenta a necessidade de comunicação mais inteligente, segmentada e conectada ao comportamento real das famílias.

Os dados da Qi Mercado mostram que a intenção de compra, a preferência por tipo de imóvel e a relação com a casa própria variam conforme o mercado local. Por isso, incorporadoras, construtoras, imobiliárias e marcas ligadas ao setor precisam olhar para além dos indicadores nacionais.

Para acessar mais dados estratégicos sobre comportamento de consumo, mídia e intenção de compra, visite qimercado.com.br ou entre em contato com a equipe do instituto para desenvolver pesquisas personalizadas para o seu mercado.