O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com números históricos de lançamentos e vendas, mesmo em um cenário de juros elevados. O desempenho surpreendeu analistas e reforçou a resiliência do setor diante de um ambiente macroeconômico desafiador. Segundo levantamento divulgado pela imprensa econômica nacional, o setor mostrou força tanto na oferta quanto na demanda, indicando confiança do consumidor e das incorporadoras.
A Qi Mercado, especialista em comportamento de consumo em São Luís e Maceió, analisou como esse cenário nacional se conecta com a realidade regional e o que podemos esperar para 2026.
O imóvel próprio continua sendo prioridade
Mesmo com crédito imobiliário mais caro, o desejo pela casa própria permanece forte. Em Maceió, 71% dos entrevistados afirmam morar em imóvel próprio, mostrando uma cultura consolidada de aquisição patrimonial. Além disso, 24% declararam intenção de comprar um imóvel novo nos próximos 12 meses. Esse dado revela uma demanda ativa que pode se intensificar ao longo de 2026, especialmente caso haja ajustes na política monetária e maior previsibilidade econômica.
Em São Luís, o padrão se mantém, com predominância de moradia própria e uma parcela relevante da população planejando aquisição futura. Esse comportamento sustenta o dinamismo do setor nas capitais nordestinas.
Preferência por casas define o perfil do mercado regional
Diferentemente de grandes centros urbanos altamente verticalizados, o consumidor regional ainda demonstra preferência clara por imóveis horizontais. Em Maceió, 86% preferem casa, enquanto apenas 13% optam por apartamento. Esse dado é estratégico para incorporadoras que planejam lançamentos em 2026, indicando oportunidade em condomínios fechados, loteamentos planejados e projetos voltados para moradia familiar. Para o próximo ano, a tendência é de expansão de empreendimentos que combinem segurança, localização estratégica e bom custo-benefício, fatores decisivos para o consumidor local.
2026: crédito, confiança e demanda reprimida
O desempenho recorde de 2025 ocorreu mesmo sob juros elevados. Para 2026, o mercado observa com atenção o comportamento da taxa básica de juros e a ampliação das linhas de financiamento. Mais de 30% dos maceioenses demonstram intenção de comprar ou alugar imóvel no curto prazo, o que indica uma demanda potencial que pode ganhar força com condições de crédito mais favoráveis.
Em São Luís, o cenário aponta para movimento semelhante, com oportunidades para o mercado de imóveis novos e para a valorização de empreendimentos bem localizados. A combinação entre estabilidade econômica, confiança do consumidor e planejamento financeiro deve sustentar o setor ao longo de 2026.
Oportunidades estratégicas para construtoras e imobiliárias
Os dados regionais mostram um mercado consolidado, com forte cultura de moradia própria e intenção consistente de aquisição futura. Para 2026, as oportunidades estão concentradas em projetos alinhados ao perfil local, estratégias de financiamento acessíveis e comunicação direcionada aos canais de maior impacto regional.
Com alto acesso à internet e redes sociais nas duas capitais, campanhas digitais segmentadas e presença estratégica em mídia tradicional podem acelerar a conversão de intenção em compra.
O ciclo imobiliário continua em 2026
O mercado imobiliário brasileiro mostrou resiliência em 2025 e entra em 2026 com perspectivas positivas, sustentado por demanda ativa e planejamento patrimonial das famílias. Quando analisamos São Luís e Maceió sob a lente da Qi Mercado, percebemos que o comportamento regional confirma a força estrutural do setor.
