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Consumo em transformação: principais tendências que vão continuar marcando o varejo alimentar em 2026

O varejo alimentar no Brasil projeta um cenário de crescimento robusto para 2026, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e estratégias inovadoras. Pesquisa da Qi Mercado demonstra que em São Luís, Maranhão, 60% da população possui renda de até 2 salários mínimos, perfil que evidencia alta elasticidade-preço, influenciando as decisões de compra no varejo alimentar. Em Maceió, Alagoas, 76% dos consumidores apontam o preço como principal fator de escolha no supermercado, seguido de localização (60%) e qualidade (39%), onde a variedade de produtos também é destaque para 26% dos entrevistados. Esse contexto confirma que as tendências de crescimento de faturamento, expansão de sortimento e foco no consumidor econômico seguem em evidência para o setor alimentar no país.

O Crescimento Robusto: Supermercados e Atacarejos em Expansão

Os números não mentem: o varejo alimentar brasileiro segue em ritmo acelerado. Projeções indicam um crescimento impressionante de +5% no faturamento dos supermercados e +2% nos atacarejos até 2026.

Essa expansão reflete a capacidade do setor de se adaptar e atender às diversas demandas do consumidor, que busca desde a conveniência das grandes redes até a economia dos atacarejos.

O mercado regional, como no Paraná, destaca-se com crescimento projetado de +6%, reforçando a importância da abordagem regionalizada e segmentada para o sucesso do setor.

A Curadoria de Sortimento como Diferencial Estratégico

Por Que a Variedade Importa Mais do Que Nunca?

Em um mercado cada vez mais competitivo, a estratégia de expansão de sortimento emerge como um pilar fundamental. Não basta apenas ter produtos; é preciso oferecer variedade e relevância.

Segundo a pesquisa Qi Mercado de Maceió, 26% dos consumidores consideram a variedade de produtos um motivo importante para escolher seu supermercado, o que reforça o papel da curadoria de sortimento para surpreender e fidelizar o cliente.

Os varejistas estão investindo em uma gama mais ampla de itens, desde produtos frescos e orgânicos até opções gourmet e importadas, buscando atender a nichos específicos e surpreender o cliente.

Essa curadoria de produtos visa não só aumentar o tíquete médio, mas também fortalecer a lealdade do consumidor, que encontra em um único lugar tudo o que precisa e deseja.

O Consumidor Brasileiro no Centro da Transformação

Como os Hábitos de Compra Estão Evoluindo?

A verdadeira força por trás dessas tendências é o consumidor brasileiro. Ele está mais consciente, exigente e informado, buscando não apenas preço, mas também qualidade, conveniência e experiência de compra.

Em São Luís, 52% dos consumidores são mulheres, com a faixa etária predominante entre 25 e 39 anos, renda majoritária até 2 salários mínimos, e uma preferência clara por informações de fácil acesso, o que indica a importância de ofertas práticas e competitivas no varejo alimentar. Na mesma cidade, 19% valorizam conteúdos relacionados à alimentação saudável nas redes sociais, demonstrando uma tendência crescente por produtos frescos e de qualidade.

Já em Maceió, o preço permanece o principal fator para 76% dos consumidores, seguido por qualidade e variedade, refletindo um público que equilibra custo-benefício sem abrir mão das escolhas saudáveis. Essa combinação reforça a busca por produtos frescos, saudáveis e de origem confiável, que impacta diretamente na decisão de compra, desde a embalagem até o formato da loja.

Preparando-se para o Futuro do Varejo Alimentar

O varejo alimentar brasileiro está em plena transformação, impulsionado por um crescimento projetado de +5% em supermercados e +2% nos atacarejos até 2026, além da liderança regional do Paraná com +6%. As estratégias de expansão de sortimento e o foco no perfil do consumidor, que valoriza preço, variedade e qualidade, são fundamentais para manter a competitividade no mercado.

Dados da Qi Mercado reforçam que, em São Luís e Maceió, o preço e a variedade são decisivos, enquanto a busca por alimentação saudável cresce e se consolida como um diferencial para os varejistas. Por isso, adaptar-se a esses novos hábitos e expectativas é imprescindível.