O mercado automotivo brasileiro fechou 2025 com mudanças importantes no ranking das montadoras. Enquanto algumas marcas aceleraram (com destaque para o avanço das chinesas e dos eletrificados), outras perderam espaço e posições — sinal de um consumidor mais sensível a preço, tecnologia e disponibilidade de produto.
Na matéria do Autoesporte (jan/2026), o foco é justamente esse “sobe e desce” nas vendas ao longo de 2025. E, quando cruzamos esse movimento com os dados de comportamento e intenção de compra da Qi Mercado em São Luís e Maceió, fica mais claro como o setor pode ajustar estratégia, comunicação e mídia para capturar demanda real nas praças. Segundo dados da Qi Mercado…
O que mudou no ranking de vendas em 2025
O ano trouxe crescimento de algumas marcas e recuo de outras. Entre os destaques mais citados no mercado:
- Avanço das marcas chinesas, puxado por eletrificação e maior portfólio, com ganho de posição no ranking geral (como BYD e GWM).
- Trocas de posição entre marcas tradicionais, com quedas relevantes de algumas montadoras consolidadas e crescimento de concorrentes diretas.
- Consolidação do volume das líderes, mantendo a disputa intensa nas primeiras posições.
Em números do ranking anual publicado por veículos do setor, a BYD aparece no top 10 com volume acima de 110 mil unidades e crescimento forte, enquanto outras marcas registraram retrações e perda de posição.
O que a Qi Mercado vê nas praças: intenção de compra e hábitos que influenciam o automotivo
Vendas nacionais contam a história “macro”. Mas, para concessionárias, revendas, financeiras e marcas, a virada está no “micro”: como cada praça se informa, compara opções e decide.
Maceió: intenção de compra de carro e uso do transporte
Em Maceió, os dados da Qi Mercado mostram uma fotografia bem prática do mercado:
- Posse atual de veículo: 28,04% dizem ter carro de passeio e 14,73% moto.
- Intenção de compra: 27,16% pretendem adquirir carro no próximo ano e 10,96% pretendem moto.
- Meio de transporte principal: Ônibus (46,33%), carro próprio (30,46%), moto própria (15,07%) e carro de aplicativo (14,67%).
Na prática, isso indica um público relevante “no funil”: gente que ainda depende de ônibus e app, mas tem intenção real de migrar para veículo próprio — o que favorece estratégias de entrada (modelos acessíveis), seminovos e condições de financiamento.
São Luís: onde o consumidor está (e como falar com ele)
Mesmo quando o dado não é “compra de carro” diretamente, São Luís oferece um ativo decisivo para o automotivo: o mapa de mídia e atenção.
- Internet: alcance de 91,58% (com alta frequência diária).
- TV aberta: penetração de 86,36%.
- TV por streaming: penetração de 61,03% (com pico de audiência à noite).
- OOH (mídia exterior): outdoors vistos por 73,63% e formatos em ônibus (backbus/busdoor) com alto nível de atenção.
Ou seja: para capturar demanda local (lançamentos, feirões, condições especiais), São Luís tende a responder bem a um mix de digital + TV + OOH, com reforço de frequência e cobertura.
Por que algumas marcas ganham tração e outras perdem espaço
O “porquê” por trás do sobe e desce costuma combinar três fatores:
1) Portfólio e faixa de preço (entrada e volume)
Marcas que conseguem competir em volume com boa relação custo-benefício tendem a performar melhor, especialmente em um cenário em que o consumidor compara muito (e troca de marca com mais facilidade).
2) Eletrificação e novidade (efeito vitrine)
A expansão dos eletrificados virou motor de crescimento e percepção de modernidade — ajudando algumas marcas a ganhar ranking e acelerar presença no varejo.
3) Comunicação e presença de mídia no lugar certo
No automotivo, não basta “ter produto”. É preciso estar presente nos canais que influenciam decisão: pesquisa online, conteúdo explicativo, prova social (avaliações) e impactos de marca (TV/OOH) — especialmente em praças onde TV e rua ainda têm peso alto.
Como transformar esse cenário em oportunidade (para marcas, concessionárias e varejo automotivo)
- Campanhas orientadas a intenção: em Maceió, o volume de intenção de compra sugere ações contínuas (e não só “feirão de fim de semana”).
- Trabalhar funil completo: conteúdo para quem pesquisa (comparativos, custo de uso, garantia, revisões) + oferta para conversão (entrada, parcela, avaliação do usado).
- Mix de mídia por praça: em São Luís, fortalecer cobertura com TV/OOH e capturar demanda no digital; em Maceió, reforçar confiança e prova social nos canais onde a população busca informação e decide.
Conclusão
As marcas que mais subiram e caíram em 2025 mostram que o mercado está mais dinâmico: tecnologia, preço, disponibilidade e comunicação mudam o jogo rapidamente. Quando combinamos esse panorama com dados locais de intenção de compra e consumo de mídia, a estratégia fica mais eficiente — e menos baseada em achismo.
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