Uma recente pesquisa divulgada aponta que quase 9 em cada 10 brasileiros são a favor de que as plataformas de redes sociais retirem conteúdos que incentivem a “adultização” de crianças e adolescentes. O dado revela um consenso amplo da sociedade sobre a necessidade de proteção da infância e da adolescência no ambiente digital, sinalizando preocupação não apenas com a liberdade de expressão, mas sobretudo com os impactos psicológicos e sociais desses conteúdos nas faixas etárias mais vulneráveis.
A seguir, um panorama do contexto, especialmente a penetração da internet e das redes sociais em localidades como São Luís (Maranhão) e Maceió (Alagoas), e por que esses números tornam ainda mais decisiva a atuação das plataformas nesse tema.
Internet e redes sociais: panorama nacional
- De acordo com pesquisa nacional recente, 89,1% das pessoas com 10 anos ou mais usaram a internet nos três meses mais recentes, uma marca que confirma a forte penetração da conectividade no país.
- Em 2024, 83% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet.
- Estimativas recentes apontam que 66,3% da população brasileira tinha perfil em redes sociais no começo de 2024.
Esses dados mostram que a internet e as redes sociais são parte central da vida de milhões de brasileiros, o que torna o debate sobre moderação de conteúdo especialmente relevante em todo o território nacional.
Situação em São Luís e Maceió
- Em São Luís, segundo levantamento da própria plataforma do blog, 79,26% da população possui redes sociais. Nesse contexto, o aplicativo WhatsApp aparece como dominante, com 92,33% dos usuários, seguido por Instagram e Facebook.
- Esses dados indicam que a população da capital maranhense está fortemente integrada ao universo digital, o que torna a questão da “adultização” de crianças e adolescentes ainda mais urgente: um número expressivo de jovens certamente está exposto a redes sociais diariamente.
- Sobre Maceió, 95,65% das pessoas responderam acessar redes sociais pelo menos uma vez ao mês, sendo que 59,95% são usuários frequentes. Assim como São Luís, 92,59% são usuários de Whatsapp, 71,31% de Instagram, 50,93% de Facebook e 27,24% de Tik Tok.
Os dados reforçam a importância do apoio à remoção de conteúdos prejudiciais
- Alcance massivo — Com a maioria da população conectada e usando redes sociais, conteúdos nocivos têm potencial de atingir um público amplo e diverso, incluindo crianças e adolescentes.
- Vulnerabilidade crescente — O uso intenso das redes, muitas vezes sem supervisão, expõe jovens a pressões de maturidade precoce, comparações sociais e idealizações adultas. Um apoio social tão expressivo à remoção desses conteúdos sugere uma demanda por ambientes digitais mais seguros.
- Impacto coletivo — Ao defender a remoção, a sociedade não está apenas protegendo indivíduos, mas assumindo um papel coletivo na promoção de uma infância preservada e de uma maturação adequada, algo essencial para o desenvolvimento saudável.
A forte penetração da internet no Brasil, com praticamente 9 de cada 10 pessoas conectadas, somada ao fato de que, em São Luís, quase 8 em cada 10 moradores têm redes sociais, e Maceió essa proporção ser ainda maior, demonstra que a internet já é parte integral da vida cotidiana. Nesse cenário, a alta aprovação social para remoção de conteúdos que incentivem a adultização de crianças e adolescentes revela não apenas preocupação, mas uma expectativa clara: que as plataformas atuem de forma responsável e proativa.
Para o blog da Qi Mercado, isso reforça a importância de debates sobre ética digital, proteção infantil e responsabilidade das redes, sobretudo em regiões onde a penetração digital é alta. A interlocução entre usuários, sociedade civil e plataformas deve ser contínua, para garantir que o ambiente online seja seguro e promova o bem-estar das novas gerações.
